WILLIAM MARKS  nasceu em São Paulo em 11 de abril de 1977, curiosamente cerca de quatro meses antes de Elvis nos deixar precocemente. E seu primeiro contato marcante com a música foi ao som do álbum "Elvis: That's The Way It Is", que seus pais ouviam de forma entusiástica, entusiasmo esse que o filho logo incorporou.

"Desde pequeno eu ouvia o Elvis e tentava cantar as canções dele, foi assim que me apaixonei pela música", relembra o cantor.

Aos 12 anos de idade, começou a trabalhar em uma vídeo-locadora e, com o primeiro salário, comprou um violão, aprendendo a tocar na raça e com as dicas de amigos como o guitarrista Lalo Califórnia, marido e parceiro musical da cantora Wanderléa.

Ele tocou baixo, violão e guitarra em bandas de vários estilos musicais. Em 1996, foi servir o exército (outra ligação com Elvis), e por lá também teve uma banda. Ao dar baixa, quatro anos depois, passou a trabalhar com o pai guiando um caminhão, tal qual o seu ídolo máximo.

Durante anos, a música foi apenas um hobby na vida de William, até que, após alguns testes, conseguiu ser aprovado para encarar um desafio: interpretar "American Trilogy", um dos grandes clássicos de Elvis Presley, no quadro "Quem Sabe, Canta", de Raul Gil.

"Era a música favorita da minha mãe, que sempre me pedia para que eu a cantasse. Fiz isso na TV e com os olhos fechados, era muita emoção. Ao acabar, vi os jurados me aplaudindo de pé", recorda.

Resultado: William participou durante mais de um ano da atração televisiva, sendo o vencedor do quadro e fazendo vários shows como integrante da Caravana do Raul. O Brasil comprovou o seu valor.

Depois, o cantor quis realizar outro sonho: conhecer a cidade de Memphis, onde Elvis morou durante boa parte de sua vida e na qual o culto ao artista permanece mais forte do que nunca, com direito à mitológica Graceland, antes sua mansão e hoje um belo museu.

Junto com sua esposa, William conseguiu não só ir a Memphis como foi ainda mais fundo. Ele gravou uma canção no estúdio da Sun Records, criado pelo lendário produtor Sam Phillips no qual astros como Elvis, Jerry Lee Lewis, Carl Perkins fizeram seus primeiros e históricos discos, e de quebra fez algumas apresentações na cidade.

A repercussão foi tão boa que ele recebeu convites para voltar, participando em 2015 e 2016 da Elvis Week. Ele também fez um show no Hard Rock Cafe Memphis, situado na célebre Beale Street, considerada o berço do blues.

O cantor também marcou presença em um festival na cidade de Long Branch, New Jersey, novamente encantando as plateias americanas, e participou em cinco ocasiões da Brasilian Fest em New Jersey.

Para William Marks, a célebre frase "Elvis Não Morreu" faz todo o sentido do mundo. "A pessoa só morre quando é esquecida, e Elvis Presley continua sendo relembrado até hoje, cativando novos fãs e inspirando gente como eu pelo mundo afora".

Embora tenha sido rotulado como o Rei do Rock, Elvis sempre se pautou pela versatilidade, tendo também interpretado folk, country, gospel, pop e blues, e é esse o espírito do trabalho de William.

Em seus shows, ele mostra canções de Elvis e também de outros intérpretes, sempre com aquela paixão de quem, acima de tudo, ama aquilo que faz, procurando se aprimorar ao máximo e ganhar o público com sua arma infalível, a voz.